Instituição de acolhimento irregular foi fechada na Zona Oeste após força-tarefa municipal constatar ausência de alvará e equipe técnica especializada
Um asilo clandestino localizado em Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi interditado pela Prefeitura na manhã desta quarta-feira, 22 de abril de 2026. O estabelecimento foi identificado como o segundo no bairro desde o início do ano. A operação conjunta foi motivada por denúncias de funcionamento irregular e falta de condições sanitárias básicas na unidade situada na Rua Jericó.
Operação conjunta garante resgate de idosos
Quatro idosos foram resgatados do local, que funcionava sem alvará, sem equipe de saúde e com medicamentos sem prescrição armazenados de forma inadequada. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV), com a participação direta do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio) e da Delegacia de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI).
Durante a vistoria, foi constatado que os residentes viviam em um ambiente que descumpria as normas municipais de acolhimento. Os idosos foram assistidos por equipes médicas da Secretaria Municipal de Saúde no local. Após a triagem clínica, os acolhidos foram encaminhados para abrigos da rede municipal ou entregues aos seus respectivos familiares. Pelos agentes da DEAPTI, os responsáveis pelo imóvel foram identificados e notificados, podendo responder por crimes como exposição a risco da saúde da pessoa idosa e exercício irregular da atividade.
Fiscalização intensificada na Zona Oeste
O fechamento desta unidade em Inhoaíba insere-se em um cronograma permanente de fiscalizações denominado "Programa Direito da Pessoa Idosa". Apenas desde o início de 2025, mais de 20 estabelecimentos clandestinos foram interditados na cidade, com uma concentração significativa nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência.
Segundo as autoridades municipais, o objetivo dessas incursões é combater a precariedade no atendimento à terceira idade e coibir práticas como a retenção de cartões de benefícios previdenciários. As instituições que buscam a legalidade são orientadas a aderir ao Selo Dignidade, certificação que atesta o cumprimento das normas de segurança e bem-estar para o funcionamento de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).