Seis anos após tragédia em Realengo, homenagem relembra vítimas e reforça luta contra violência nas escolas

Evento reuniu familiares, autoridades e instituições na Zona Oeste do Rio em memória das vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira


Seis anos após a tragédia que chocou o Brasil, a memória das vítimas da Massacre de Realengo foi novamente reverenciada em cerimônia realizada no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Associação Anjos de Realengo, reuniu familiares, representantes do poder público e membros da sociedade civil em um ato marcado por emoção, reflexão e կոչ à prevenção da violência nas escolas.



A solenidade foi promovida em homenagem às vítimas da tragédia ocorrida em 7 de abril de 2011, quando um ataque armado na Escola Municipal Tasso da Silveira resultou na morte de estudantes e deixou marcas profundas em toda a sociedade brasileira.

Memória, dor e mobilização social


A atividade foi organizada pela Associação Anjos de Realengo, presidida por Adriana Silveira, mãe de uma das vítimas fatais. A instituição foi criada com o objetivo de acolher famílias atingidas pela tragédia e promover ações voltadas à prevenção da violência no ambiente escolar.

A associação tem atuado na conscientização de profissionais da educação quanto à identificação de casos de bullying e outras formas de violência psicológica, consideradas fatores de risco para comportamentos extremos. A proposta tem sido pautada na construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores, evitando que novos episódios semelhantes voltem a ocorrer.

Durante o evento, foi destacado que o enfrentamento à violência nas escolas passa pela união entre famílias, educadores, poder público e sociedade civil, com foco em políticas de prevenção e atenção à saúde emocional de crianças e adolescentes.


Presença de autoridades e apoio institucional

A cerimônia contou com a participação de representantes do Conselho Comunitário de Segurança da 14ª Área Integrada de Segurança Pública (CCS AISP 14), incluindo o secretário Sales Morenno e o diretor social e de assuntos comunitários Carlos Roberto Alvarenga de Oliveira, que estiveram presentes prestando solidariedade às famílias.

Também estiveram presentes o desembargador Siro Darlan, membro da Associação Juízes para a Democracia, e o policial militar Márcio Alexandre Alves, reconhecido por sua atuação no dia da tragédia, que contribuiu para evitar um número ainda maior de vítimas.

O evento contou ainda com o apoio de diversos órgãos públicos e instituições, como a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a Guarda Municipal, a Superintendência da Zona Oeste, a 8ª Coordenadoria Regional de Educação e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), além de organizações da sociedade civil.


Homenagens e atos simbólicos

A programação foi marcada por apresentações musicais, momentos de oração e um abraço simbólico entre os participantes, representando união e solidariedade. Como parte das homenagens, balões foram soltos ao céu em memória das vítimas, em um gesto coletivo de respeito e saudade.

A cerimônia reforçou a importância de manter viva a memória das vítimas, não apenas como forma de homenagem, mas também como alerta permanente sobre a necessidade de combater a violência e promover a cultura de paz nas escolas.

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