A Prefeitura do Rio assume a execução da reforma após derrubada de vetos; Justiça e Ministério Público acompanham a preservação do patrimônio.
A revitalização do Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho foi oficialmente assumida pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, que atuará como a principal financiadora e executora do projeto em 2026. O desembolso da verba de R$ 5.193.026 é realizado por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e da Rioluz, sendo os recursos provenientes do Tesouro Municipal e de fundos destinados ao fomento do esporte. A decisão de intervenção direta do Poder Executivo ocorre para garantir a manutenção do equipamento público e desportivo, após anos de degradação estrutural e imbróglios fiscais que envolviam o Bangu Atlético Clube.
Ministério Público monitora a destinação de recursos
Embora o projeto avance, um parecer do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) foi emitido anteriormente questionando o uso de verbas públicas em propriedade privada de um clube de futebol. Entretanto, a resistência jurídica foi mitigada pela promulgação da Lei Municipal nº 9.007/2025, que ao tombar o estádio como Patrimônio Cultural e Social, permitiu que a Prefeitura justificasse o investimento como "preservação de bem de interesse público".
Na esfera judicial, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu leilões que ameaçavam a integridade do complexo, baseando-se no fato de que o estádio é a sede de uma instituição quase centenária e um motor econômico da Zona Oeste. A execução das obras pela Rioluz, focada na iluminação LED, é fiscalizada por órgãos de controle para assegurar que o benefício se estenda à comunidade local, e não apenas ao ente privado.
Execução técnica e cronograma de desembolso
A operacionalização da obra é dividida entre a Rioluz, responsável pela modernização elétrica, e a Secretaria Municipal de Infraestrutura, encarregada da reforma das arquibancadas e vestiários. O cronograma de desembolso foi dividido em três parcelas, com a maior fatia sendo liberada entre maio e junho de 2026.
- Quem paga: Prefeitura do Rio de Janeiro (Recursos do Tesouro).
- Quem executa: Rioluz e consórcios licitados de infraestrutura.
- Fiscalização: Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e Ministério Público.
Impacto social e fim da incerteza jurídica
A justificativa aceita pela Justiça para o aporte público reside no impacto social para bairros como Bangu, Realengo e Magalhães Bastos. Com a modernização, o estádio será utilizado para projetos sociais da prefeitura e eventos culturais, funcionando como contrapartida ao investimento realizado. A localização estratégica, próxima à estação ferroviária de Guilherme da Silveira, reforça o argumento de que a obra é um investimento em mobilidade e desenvolvimento urbano para a região central da Zona Oeste.