ILHA GRANDE (RJ) – O
início da cobrança oficial da Taxa de Turismo Sustentável (TTS), nesta
segunda-feira (1º de junho de 2026), está provocando uma série de manifestações
e paralisações em diferentes pontos da Ilha Grande, em Angra dos Reis.
Moradores, barqueiros, empresários do setor turístico e trabalhadores locais
protestam contra a medida adotada pela prefeitura, alegando falta de diálogo e
possíveis prejuízos econômicos para a região.
Desde as primeiras horas da
manhã, os reflexos da mobilização foram sentidos nos principais pontos de
acesso à ilha. Houve registros de manifestações nos cais da Vila do Abraão,
Santa Luzia, Japariz e Araçatiba, afetando o fluxo normal de embarque e desembarque
de passageiros.
Barqueiros locais, profissionais
ligados ao turismo e prestadores de serviços realizaram atos de "braços
cruzados" e bloqueios parciais como forma de protesto. Os manifestantes
afirmam que a decisão foi implementada sem a devida participação das
comunidades locais e dos setores diretamente impactados pela atividade
turística.
A preocupação também é compartilhada pelo setor de hospedagem. A Associação de Meios de Hospedagem da Ilha Grande (AMHIG) relata que diversos cancelamentos vêm sendo registrados desde o anúncio da taxa. Segundo representantes da entidade, muitos turistas têm desistido de visitar a ilha diante do novo custo, gerando preocupação entre empresários e trabalhadores que dependem diretamente do turismo para sua renda.
O cenário é considerado ainda
mais delicado devido à proximidade do recesso escolar de julho,
tradicionalmente uma das épocas de maior movimento turístico na Ilha Grande.
Empresários do setor temem que a continuidade das desistências comprometa a
ocupação de pousadas, restaurantes, serviços de transporte marítimo e outras
atividades econômicas ligadas ao turismo.
