31ª edição do projeto recebe Eli Benício em Realengo no próximo dia 30
Encontro cultural na Zona Oeste celebra a resistência periférica e o fortalecimento do acesso à leitura
A democratização do acesso à leitura e o fomento do afeto e resistência na Zona Oeste do Rio de Janeiro ganham mais um capítulo histórico com a realização da 31ª edição do Clube das Palavras, idealizado pelo poeta Bruno Black. O evento cultural é sediado na Comunidade do Fumacê, localizada no bairro de Realengo, município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. A atividade está agendada para ocorrer excepcionalmente no domingo, dia 30 de agosto de 2026, entre 14h30 e 19h. O encontro tem como destaque principal a celebração da obra infantil da jornalista e escritora carioca Eli Benício, destacada como a Autora do Mês com a publicação "As aventuras de ADUKE – ORIGENS", em tarde de mediação conduzida por Laudicena Ferrari.
Roda de leitura e incentivo à literatura infanto-juvenil marcam as atividades do projeto comunitário na Zona Oeste do Rio.
O projeto Clube das Palavras foi estruturado por Bruno Black na própria sala de sua residência como uma iniciativa comunitária autofinanciada voltada para transformar a realidade local. A iniciativa busca criar pontes através da literatura periférica e da difusão artística em áreas desprovidas de equipamentos públicos tradicionais. Ao longo de suas edições, centenas de moradores da favela e visitantes foram impactados por oficinas, rodas de conversa e incentivo à produção textual autoral. A consolidação do espaço reflete o empenho do coletivo de escritores locais, popularmente denominados "Palavrudos", no fomento da leitura e no fortalecimento do sentimento de pertencimento comunitário.
Na edição programada para o fim de agosto, o livro em destaque aborda elementos da identidade étnico-racial e do protagonismo negro na infância. A programação completa do evento é formada por diversas etapas integradas, incluindo roda de conversa com os convidados, sessões de leitura coletiva, oficina de escrita, sarau com microfone aberto e um café comunitário servido aos participantes. Segundo declarações anteriores do idealizador Bruno Black, "o mais incrível é ver o impacto positivo que isso está gerando na comunidade, as pessoas estão se conectando, compartilhando histórias e aprendendo juntas".
O espaço físico onde o projeto é promovido possui capacidade limitada, sendo necessária a realização de agendamento prévio pelos participantes para garantir a entrada. A mediação dos debates fica sob responsabilidade da educadora Laudicena Ferrari, enquanto a recepção e a curadoria são mantidas pela equipe do projeto. A ação é reforçada por redes de apoio comunitário que visam valorizar expressões ligadas à ancestralidade, negritude e cultura favelada na cidade do Rio de Janeiro.