A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Justiça Eleitoral e a ANPD alegando bloqueios injustificados, algoritmo enviesado e desequilíbrio na disputa contra Flávio Bolsonaro.
A campanha de Lula acionou oficialmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em Brasília, no Distrito Federal, no dia 10 de outubro de 2026, acentuando a crise com a Meta. A coligação alega que a gigante das redes sociais promoveu ingerência direta no pleito presidencial ao restringir o alcance de postagens oficiais, bloquear campanhas de tráfego pago e aplicar filtros discriminatórios por meio de sua ferramenta de inteligência artificial. O coordenador-geral da campanha, Camilo Santana, argumenta que as instabilidades nas plataformas Instagram e Facebook prejudicam a paridade de armas no segundo turno, criando uma assimetria digital que favorece a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Algoritmo sob suspeita e restrições a anúncios digitais
A contestação jurídica aponta que as contas oficiais do candidato do PT sofreram sistemáticas quedas na veiculação de anúncios patrocinados. O bloqueio temporário das ferramentas de impulsionamento impediu a distribuição de peças publicitárias em momentos estratégicos do calendário eleitoral.
A representação protocolada pelo partido sustenta que, enquanto as publicações governistas enfrentavam supressão de alcance e travamento de interações orgânicas, contas aliadas ao seu adversário político registravam impulsão e distribuição atípicas. O advogado da coligação, Angelo Ferraro, ressaltou no documento que falhas operacionais seguidas não podem ser tratadas como meros incidentes operacionais quando afetam de maneira seletiva a visibilidade pública de um candidato ao cargo máximo do Executivo nacional.
Meta AI e a denúncia a organismos internacionais
A ofensiva jurídica ampliou o escopo das acusações ao incluir o comportamento da Meta AI nas pesquisas feitas por usuários. Testes apresentados ao ministro relator Marco Aurélio Bellizze demonstraram que a ferramenta de inteligência artificial da empresa aplicava travas e recusas automáticas para gerar ou recomendar conteúdos informativos sobre o presidente. Por outro lado, comandos semelhantes envolvendo o candidato adversário retornavam respostas estruturadas e favoráveis.
Diante da gravidade relatada, a coordenação da campanha decidiu internacionalizar a denúncia. Relatórios técnicos com evidências de interrupções de tráfego estão sendo enviados para observadores do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Organização dos Estados Americanos (OEA). A estratégia busca pressionar a empresa americana por auditorias independentes antes da votação do segundo turno, agendada para 25 de outubro de 2026.
Contraponto da big tech e o posicionamento institucional
Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria da empresa de tecnologia rebateu veementemente as acusações de conduta partidária ou ingerência nas eleições brasileiras. A empresa assegurou que suas políticas globais de moderação são aplicadas de forma estritamente neutra e transparente, sem qualquer tipo de privilégio ideológico.
Segundo a corporação, as instabilidades na veiculação de anúncios foram ocasionadas por atualizações globais nos sistemas de segurança. Sobre a inteligência artificial, a Meta esclareceu que adota diretrizes rigorosas para limitar e proibir a geração de conteúdos sintéticos ou imagens manipuladas envolvendo candidatos.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
