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Pena capital: Trump recua de exibição pública de fuzilamento

Presidente dos EUA volta atrás em plano de transmitir ao vivo fuzilamento de ex-major condenado pelo massacre de Fort Hood, após forte pressão política e moral.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15/10/2026) que a execução por fuzilamento do ex-major e psiquiatra militar Nidal Malik Hasan, agendada para 3 de dezembro de 2026 no estado do Kansas, não terá exibição pública nem transmissão ao vivo. A revogação do plano de transmissão, que havia sido aventado pelo Pentágono como um instrumento de dissuasão militar, ocorreu após intensa pressão política e moral, com o republicano argumentando na rede social Truth Social que "muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer".

A decisão encerra dias de debates éticos sobre o retorno das execuções públicas nos Estados Unidos, prática abandonada no país há nove décadas. O governo federal americano havia autorizado a aplicação da pena capital contra o ex-militar no início do mês de outubro, ratificando a sentença imposta por uma corte marcial em decorrência do massacre na base militar de Fort Hood, no Texas.

Recuo estratégico e reações na Casa Branca

A proposta inicial de disponibilizar o fuzilamento ao vivo partiu do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. Em declarações prestadas em 8 de outubro ao canal americano Real America's Voice, Hegseth havia afirmado que as Forças Armadas garantiriam a exibição da pena para demonstrar a rigidez da justiça militar.

A repercussão negativa no Congresso e entre aliados do próprio governo levou ao recuo presidencial. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, manifestou publicamente desconforto com o formato semanas antes do cancelamento, afirmando a jornalistas na Casa Branca que não assistiria à transmissão.

Em sua manifestação pública, Donald Trump declarou que, embora mantivesse o entendimento de que a transmissão serviria para expor o tratamento dispensado pelo país a autores de atos terroristas, a preservação da sensibilidade pública falou mais alto. Ficou assegurado, contudo, o direito de acesso presencial ao recinto de execução para os familiares das vítimas do atentado.

O massacre de Fort Hood e a condenação militar

O caso remonta a 5 de novembro de 2009, quando Nidal Malik Hasan abriu fogo contra soldados desarmados no interior do centro de processamento de recrutas da base militar de Fort Hood, localizada no município de Killeen, estado do Texas. O ataque deixou 13 mortos e mais de 30 feridos. Hasan foi alvejado durante a ação policial, o que resultou em lesão medular e paraplegia.

Em agosto de 2013, o júri de uma corte marcial considerou o ex-major culpado de 45 acusações de homicídio e tentativa de homicídio premeditado. O processo culminou na destituição do posto militar, na perda de benefícios das Forças Armadas dos EUA e na condenação à morte.

A aplicação da pena de morte sob jurisdição militar exige autorização formal do presidente dos Estados Unidos, rito que havia sido assinado por Trump em 5 de outubro. O procedimento por pelotão de fuzilamento representa o primeiro cumprimento dessa modalidade no âmbito militar federal americano desde 1945.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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