Lobista rebate acusações de "pilantra", diz que não será "boi de piranha" e aponta reuniões de Lulinha com ministros de Estado em Brasília
A empresária e lobista Roberta Luchsinger, de 41 anos, diretora da RL Consultoria e Intermediações, concedeu uma entrevista exclusiva à CNN Brasil, transmitida na noite de 17 de outubro de 2026 a partir dos estúdios da emissora em São Paulo (SP), na qual atacou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Contraponto sobre agendas governamentais e encontros em Brasília
Durante o depoimento concedido aos jornalistas da emissora paulista, a empresária contestou a versão do Palácio do Planalto de que o filho do presidente não exercia intermediação política na Esplanada dos Ministérios. Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva mantinha encontros frequentes com integrantes do primeiro escalão do governo federal.
Entre as autoridades citadas por Luchsinger está o ministro da Educação, Camilo Santana, com quem Lulinha teria inclusive viajado para se encontrar em sua residência no estado do Ceará.
Ao responder sobre as acusações verbais que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a empresária rebateu as qualificações morais proferidas pelo chefe do Executivo em entrevistas recentes.
Três inquéritos no STF e o cerco da Polícia Federal
A ofensiva pública de Roberta Luchsinger ocorre no momento em que as investigações da Polícia Federal avançam sobre o núcleo de relações políticas do governo. A apuração sobre a lobista teve origem no desdobramento das fraudes no INSS, em que ela é apontada por relatórios policiais como suposta operadora financeira e política ligada ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal supervisiona três inquéritos instaurados pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção e advocacia administrativa envolvendo Lulinha e interlocutores do governo federal.
Os dados obtidos pela perícia da Polícia Federal indicam que a lobista utilizava sua proximidade com familiares e assessores do governo para intermediar demandas de empresários junto a autarquias federais. Luchsinger alegou que requereu formalmente prestar depoimento aos delegados responsáveis do caso para esclarecer os fatos, mas argumentou que vem sofrendo tentativas de silenciamento e sanções financeiras desproporcionais enquanto outros investigados não foram submetidos às mesmas medidas cautelares impostas a ela.
Palácio do Planalto e envolvidos rebatem declarações
Em resposta às declarações da empresária na televisão, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM) emitiu nota oficial afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos narrados por Roberta Luchsinger.
A defesa técnica de Fábio Luís Lula da Silva reafirmou que seu cliente provará a integral inocência no decorrer da instrução processual. A equipe jurídica de Lulinha declarou que as acusações formuladas pela empresária carecem de suporte probatório e refletem uma tentativa de explorar politicamente o caso. Os advogados acrescentaram que o investigado permanece à disposição das autoridades judiciais e da Polícia Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários assim que sua defesa tiver acesso amplo aos autos dos inquéritos no STF.
O ministro da Educação, Camilo Santana, negou veementemente ter tratado de pautas governamentais, facilitação de agendas ou negócios de cunho privado com o filho do presidente da República ou com a empresária. Em comunicado oficial, Santana esclareceu que suas agendas públicas como ministro e como ex-governador do Ceará são transparentes e registradas nos canais oficiais do Estado, repudiando a vinculação de seu nome às suspeitas investigadas pela Polícia Federal.
Repercussão política e impacto no ambiente digital
As declarações de Roberta Luchsinger desencadearam forte repercussão no cenário político em Brasília e nas redes sociais.
Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério da Justiça pedindo a inclusão formal do depoimento da lobista nos inquéritos em andamento no STF. Além disso, parlamentares requereram a concessão de medidas formais de proteção policial à empresária e às suas filhas, diante das alegações feitas por Luchsinger de que vem sofrendo ameaças de morte diárias e hostilidades desde a repercussão pública do caso.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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