Reunião do CCS da 14ª AISP reúnirá forças policiais e moradores em Jardim Sulacap para debater diretrizes no Rio de Janeiro
Por Carlos Alvarenga
visaooesterio@gmail.com
O Conselho Comunitário de Segurança da 14ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP) realiza, no dia 29 de outubro de 2026, às 09h00, sua reunião ordinária mensal de trabalho no Auditório da Faculdade Estácio de Sá, localizado na Avenida Marechal Fontenelle, número 3555, no bairro de Jardim Sulacap, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro.
O evento tem início programado para as 09h00, com a recepção e credenciamento dos convidados e um café de boas-vindas oferecido aos participantes no foyer do auditório.
O canal institucional mantido pelo conselho visa estabelecer um diagnóstico preciso das necessidades imediatas enfrentadas pelos moradores da Zona Oeste carioca. A mobilização abrange lideranças comunitárias, comerciantes locais, diretores de estabelecimentos de ensino, gestores públicos da Subprefeitura da Zona Oeste e representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-RIO). Durante as duas horas de sessão aberta, o público inscrito pode pontuar gargalos urbanos que impactam diretamente a sensação de segurança, tais como pontos ilimitados de descarte irregular de entulho, iluminação pública deficiente em vias arteriais, desordem urbana no comércio ambulante e manchas criminais recorrentes relacionadas ao furto de cabos e roubo de pedestres.
Integração institucional com o Instituto de Segurança Pública fortalece a participação comunitária na Zona Oeste
Os Conselhos Comunitários de Segurança Pública configuram instâncias de participação social diretamente vinculadas à estrutura da Coordenadoria dos CCS do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Regulamentadas por diretrizes governamentais estaduais, essas entidades funcionam como órgãos consultivos sem fins lucrativos ou vinculação partidária, articulando soluções colaborativas entre a população civil e as forças policiais de cada Área Integrada de Segurança Pública.
A condução dos debates no Auditório da Faculdade Estácio de Sá reflete a busca por soluções céleres e integradas para a infraestrutura urbana. O presidente do conselho ressalta a relevância da assiduidade dos moradores nos encontros mensais para dar consistência jurídica e operacional às demandas direcionadas ao governo do Estado do Rio de Janeiro.
"O Conselho Comunitário de Segurança funciona como a ponte mais eficiente e direta entre o cidadão comum e o comando das forças policiais. Quando o morador comparece à reunião na Faculdade Estácio de Sá e registra a sua queixa com dados de localização e horário, os comandos do 14º Batalhão de Polícia Militar e das delegacias da região conseguem reorganizar o manchamento criminal e redirecionar o patrulhamento ostensivo com precisão cirúrgica", declara Jorge Eduardo (Doda), presidente do CCS da 14ª AISP.
A vice-presidência enfatiza que a descentralização do local das reuniões pelo território da 14ª AISP assegura a pluralidade de vozes de diferentes bairros. Moradores de áreas limítrofes, como Vila Militar, Magalhães Bastos e Padre Miguel, enfrentam dinâmicas de segurança distintas dos grandes centros comerciais de Bangu.
"A participação da comunidade não é apenas um ato formal de presença, mas o combustível essencial para que a segurança pública na Zona Oeste seja planejada a partir da realidade de quem vive no bairro. A integração entre moradores, comerciantes e autoridades gera resultados imediatos para a redução dos índices de criminalidade", afirma Ahlefeld M. Fernandes (Rolifild Papil), vice-presidente do CCS da 14ª AISP.
Mapeamento criminal e ação coordenada entre Polícia Militar, Polícia Civil e órgãos municipais na 14ª AISP
A pauta de trabalhos do dia 29 de outubro abrange a análise detalhada dos indicadores consolidados pelo Instituto de Segurança Pública relativos ao quarto trimestre do ano no perímetro da 14ª AISP. A presença confirmada do comando do 14º BPM possibilita a prestação de contas sobre o patrulhamento ostensivo e o emprego de radiopatrulhas em corredores viários de elevado tráfego, como a Avenida Marechal Fontenelle, a Estrada do Realengo e a Avenida de Santa Cruz.
As forças de Polícia Civil alocadas na 33ª DP e na 34ª DP aproveitam o espaço comunitário para colher subsídios informativos fornecidos por associações de moradores, orientando inquéritos que apuram a atuação de grupos criminosos organizados no comércio ilícito e extorsões. A troca direta de informações fortalece o trabalho de inteligência investigativa sem expor os denunciantes, resguardados pelo sigilo conferido pelo canal oficial do Disque Denúncia e pela articulação institucional do conselho.
Além do alinhamento repressivo e ostensivo contra o crime, o plenário do conselho recebe representantes da Subprefeitura da Zona Oeste e de secretarias municipais para tratar de zeladoria urbana. A iluminação pública deficiente em pontos de embarque e desembarque de passageiros e o ordenamento de trânsito em vias de acesso ao Catonho e ao Túnel da Grota Funda constam na pauta de encaminhamentos proposta pelos conselheiros.
A estrutura do encontro reserva tempo específico para interrupções e intervenções da plateia inscrita. Cada representante comunitário ou morador credenciado dispõe de tempo regulamentar para expor problemas do seu logradouro e solicitar providências imediatas dos órgãos públicos sentados à mesa executiva. Todas as solicitações são lavradas em ata oficial encaminhada diretamente à diretoria do Instituto de Segurança Pública e aos órgãos estaduais e municipais competentes para cobrança formal na sessão subsequente.
Mobilização comunitária reúne lideranças locais e conta com apoio de portais regionais de imprensa
A convocação oficial do CCS da 14ª AISP reforça a importância do engajamento dos setores produtivos da região. Comerciantes estabelecidos no calçadão de Bangu, empresários do setor imobiliário, prestadores de serviços de Jardim Sulacap e gestores de polos fabris e de logística têm presença destacada nas reuniões do conselho. O impacto da criminalidade sobre a atividade econômica local torna a interlocução com as forças policiais um pilar decisivo para a preservação de empregos e a atratividade de novos investimentos na Zona Oeste.
A realização da reunião no campus da Faculdade Estácio de Sá em Jardim Sulacap consolida a parceria entre as instituições de ensino superior e as ações de extensão comunitária voltadas para o desenvolvimento social e a cidadania. O ambiente acadêmico proporciona infraestrutura técnica para abrigar o público esperado, contando com auditório climatizado, recursos de som e projeção para a exibição de dados estatísticos de manchamento criminal.
Para participar do encontro, não há necessidade de filiação prévia ou pagamento de qualquer taxa. A reunião é pública, aberta a todos os moradores do Rio de Janeiro interessados no aprimoramento da ordem pública e da tranquilidade social na região da Grande Bangu. Os organizadores recomendam que os participantes cheguem ao local antes das 09h00 para credenciamento e acompanhamento integral da pauta de trabalho.
