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Justiça concede habeas corpus e Oruam responderá em liberdade no RJ

Rapper beneficiado pela 8ª Câmara Criminal deixa de ser considerado foragido em processo de suposta lavagem de dinheiro, enquanto a defesa articula o trancamento da ação penal.

O cantor de rap e trap Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, amplamente conhecido pelo nome artístico Oruam, teve a prisão preventiva revogada por decisão unânime da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), no município do Rio de Janeiro (RJ), em sessão realizada nesta quarta-feira (23 de setembro de 2026). O artista, que figurava como foragido da Justiça desde o início do ano no âmbito de investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob acusação de suposta lavagem de dinheiro para a facção criminosa Comando Vermelho, obteve o habeas corpus que lhe assegura o direito de responder aos trâmites processuais em liberdade.

A decisão colegiada e o panorama jurídico

A revogação do mandado de prisão que mantinha o músico sob o status de foragido representa uma guinada nos desdobramentos judiciais recentes envolvendo o artista. O colegiado da 8ª Câmara Criminal acolheu os argumentos defensivos ao avaliar o constrangimento ilegal apontado no recurso.

Para a sociedade e para os órgãos de segurança pública, no entanto, o histórico de controvérsias judiciais e o comportamento do cantor mantêm viva a discussão sobre os limites entre a liberdade processual e a exaltação de condutas à margem da lei. Críticos apontam que a figura pública do músico exerce influência expressiva sobre minorias e adolescentes, levantando debates recorrentes acerca dos reflexos comportamentais da cultura urbana marginalizada.

Próximos passos e a estratégia da defesa técnica

Em nota oficial distribuída à imprensa, o advogado Thiago Lemos, responsável pela representação legal do cantor, pontuou que a equipe jurídica mantinha a confiança na reestruturação das garantias fundamentais do investigado.

"A defesa de Mauro Davi afirma que acreditava que a justiça seria feita e que a liberdade seria reestabelecida. O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial", declarou o advogado Thiago Lemos.

A estratégia jurídica aponta agora para a anulação integral do processo principal, sustentando a tese de imprestabilidade das provas colhidas na fase inquisitorial. O andamento da instrução criminal seguirá sob a supervisão das varas especializadas da capital fluminense.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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