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Eleições 2026: Forças Armadas mobilizam 26,5 mil militares

TSE autoriza tropas federais em 482 municípios e 8,8 mil locais de votação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio e a atuação de 26,5 mil militares das Forças Armadas para reforçar a segurança e garantir a logística no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo, 4 de outubro de 2026. A operação interforças — organizada pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira (FAB) — cobrirá 482 municípios distribuídos por 12 estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins), alcançando 8.827 locais de votação em todo o território nacional. As tropas federais atuarão em coordenação com os órgãos de segurança pública estaduais em ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) e no suporte de transporte para comunidades isoladas.

A mobilização militar foi chancelada por meio de requisições enviadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e validadas pelo plenário do TSE. O amparo legal da operação decorre do artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) e do Decreto presidencial nº 13.073, editado em 21 de julho de 2026. Do contingente total mobilizado, o Ministério da Defesa informou que as ações de ostensividade e segurança da GVA englobam a totalidade dos 482 municípios indicados pelas cortes regionais.

Segurança urbana e transporte de urnas em áreas isoladas

No estado do Rio de Janeiro, um dos pontos de maior atenção do planejamento de segurança, contingentes do Exército e da Marinha farão o patrulhamento preventivo e ostensivo nos arredores de seções eleitorais em áreas com histórico de ingerência de grupos criminosos e milícias na capital e na Região Metropolitana. O objetivo central fixado pelas autoridades eleitorais é reprimir a intimidação contra eleitores e assegurar a livre circulação nos colégios eleitorais.

Além da segurança pública, o braço logístico da operação terá papel determinante na garantia do sufrágio universal em territórios remotos. As Forças Armadas prestarão apoio direto à Justiça Eleitoral em 121 localidades de difícil acesso, espalhadas por 44 municípios de oito estados. Para fazer com que as urnas eletrônicas e os mesários alcancem aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas na Amazônia Legal, a Força Aérea Brasileira e a Marinha disponibilizaram aeronaves de transporte C-105 Amazonas e embarcações fluviais.

Monitoramento integrado a partir da capital federal

A coordenação-geral do contingente militar é realizada diretamente do Setor de Autarquias Sul, em Brasília (DF), onde funciona o Comando de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa. A estrutura militar trabalha conectada em tempo real com o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e das forças de segurança estaduais.

Conforme prevê a regulamentação aprovada pelo TSE, o trabalho dos 26,5 mil militares só será concluído após o encerramento total da apuração dos votos no domingo e o recolhimento seguro das urnas eletrônicas para as sedes das juntas eleitorais municipais.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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