Ação contra lavagem de R$ 7,6 bilhões no Rio teve seis prisões e bloqueio de 112 empresas determinado pelo STF
A operação prende Marcus Amim e Canella autorizada por Moraes deflagrada pela Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (15 de outubro de 2026), seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa no Rio de Janeiro.
Esquema bilionário usava postos de combustíveis para lavar capitais
As apurações da Polícia Federal revelam que o grupo estruturou uma complexa rede de empresas de fachada para encobrir valores provenientes de ilícitos financeiros e atos de corrupção sistêmica. O ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das atividades econômicas de 112 empresas vinculadas à organização, das quais 96 são redes de postos de combustíveis localizadas na Região Metropolitana e no interior fluminense.
Além de Canella e Amim, outros quatro policiais civis foram presos durante as diligências operacionais executadas em municípios como Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
"As diligências apontam a articulação entre agentes públicos de alto escalão e operadores privados para prover blindagem institucional ao grupo, facilitando a circulação ilícita de capitais e a sonegação fiscal em larga escala", registrou a Polícia Federal no relatório enviado ao STF.
As ordens judiciais foram concedidas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, e integradas à força-tarefa Missão Redentor II, com foco na desarticulação de redes criminosas estruturadas e suas conexões com a administração pública.
O papel dos articuladores e os crimes investigados
De acordo com as investigações, Márcio Canella atuava como braço de articulação política do grupo, utilizando seu trânsito no Poder Legislativo e na Baixada Fluminense para viabilizar os interesses da organização. Marcus Amim, por sua vez, é apontado pela PF como o operador técnico-institucional, responsável por prover proteção contra ações policiais e vazar informações sigilosas sobre investigações em andamento.
Os alvos da operação responderão pelos crimes de:
- Organização criminosa armada;
- Lavagem de dinheiro;
- Corrupção ativa e passiva;
- Violação de sigilo funcional;
- Venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
A defesa de Márcio Canella informou que se manifestará nos autos após ter acesso integral ao teor da decisão do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Marcus Amim declarou que seu cliente sempre atuou no estrito cumprimento do dever legal e que provará a inocência ao longo do processo. O espaço permanece aberto para as manifestações oficiais.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
