Polícia Federal monitora deslocamento do senador na América Latina antes de conexão final para os Estados Unidos
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A Polícia Federal atualizou o rastreamento dos passos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e identificou que o parlamentar realizou uma escala técnica no município de Guayaquil, no Equador, após deixar a Argentina com destino final à cidade de Miami, no estado da Flórida, Estados Unidos. As novas informações sobre o itinerário internacional foram integradas ao inquérito sigiloso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Inicialmente, relatos divulgados por aliados e analistas nas redes sociais indicavam que o parlamentar já teria desembarcado diretamente na capital norte-americana por meio de um suposto apoio logístico conhecido como Operação Alba. No entanto, checagens de inteligência e dados de rotas aéreas regionais confirmam que o deslocamento vem sendo executado em etapas pela América do Sul antes de sua chegada definitiva ao território estadunidense.
Escala no Equador e travessia sul-americana
De acordo com fontes ligadas aos órgãos de fiscalização e inteligência aeroportuária, a jornada do parlamentar teve início com a travessia da fronteira para a Argentina, de onde partiu em voo regional rumo ao aeroporto de Guayaquil, na costa do Equador. A parada em solo equatoriano serviu como ponto de reabastecimento e conexão técnica para o trecho final em direção ao estado da Flórida.
A estratégia de utilizar países sul-americanos como entreposto logístico busca contornar as restrições impostas pelo cancelamento de credenciais efetuado pelos sistemas de imigração do Brasil. Agentes da Polícia Federal trabalham em cooperação com órgãos policiais da América Latina para mapear se a entrada no território argentino e a posterior conexão no Equador contaram com o auxílio de terceiros ou com a emissão de documentos alternativos de viagem.
Reavaliação dos relatos sobre a "Operação Alba"
A confirmação da escala em Guayaquil esclarece os ruídos gerados por declarações do empresário Simón Levy, que havia afirmado que o senador já se encontrava protegido em solo norte-americano após uma ação coordenada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
"Os registros de plano de voo e monitoramento mostram que o percurso não foi direto a Washington, mas sim fracionado através da América do Sul, com etapa em Guayaquil antes do destino final em Miami", destacou um investigador envolvido no acompanhamento do caso sob reserva.
A apuração indica que, embora lideranças da direita internacional venham prestando apoio político ao senador, o trajeto está sendo executado por conexões aéreas regulares e privadas na região, afastando a hipótese inicial de uma operação oficial de resgate por parte do governo de Washington.
Desdobramentos judiciais e pedido de asilo
Com a rota confirmada em direção a Miami, o Supremo Tribunal Federal aguarda a notificação formal do desembarque para deliberar sobre novas medidas cautelares. Caso a chegada aos Estados Unidos se concretize sem a devida autorização judicial brasileira, a Procuradoria-Geral da República poderá requerer a expedição de mandado de prisão preventiva e o acionamento dos canais de cooperação da Interpol.
Paralelamente, a defesa do parlamentar estuda apresentar o pedido de asilo político assim que o senador puser os pés em solo norte-americano, sob o argumento de que há cerceamento de direitos no Brasil. Autoridades diplomáticas brasileiras e norte-americanas monitoram o desembarque em Miami para definir os procedimentos legais cabíveis.
