Estrutura unificada reúne Forças Armadas e órgãos de segurança no combate às milícias e ao tráfico de drogas no estado fluminense
Ação coordenada pela Justiça Eleitoral cruzará dados estratégicos para impugnar registros de candidaturas vinculadas a facções criminosas e proteger eleitores fluminenses.
A integridade do processo eleitoral fluminense é blindada por uma ação coordenada de inteligência de escala inédita no estado. A força-tarefa no Rio barrará o crime nas eleições por meio do trabalho integrado do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, órgão instituído oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
O planejamento tático foi desenhado pelo presidente da Justiça Eleitoral no estado do Rio de Janeiro, o desembargador Claudio de Mello Tavares, por meio do Ato PR TRE-RJ nº 61, oficializado no dia 20 de março de 2026. A mobilização atende às especificidades da segurança pública do município do Rio de Janeiro e de outras localidades fluminenses, onde a pressão territorial é exercida por grupos ilegais e exige respostas institucionais firmes e integradas.
Integração do Comando Militar do Leste e cruzamento de dados de inteligência
A força-tarefa no Rio consolida o intercâmbio contínuo de informações sigilosas entre múltiplos organismos federais e estaduais. Compõem o comitê interinstitucional o Comando Militar do Leste (CML), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência do próprio tribunal.
Relatórios analíticos produzidos por esses setores são submetidos ao Ministério Público Eleitoral (MPE). O objetivo central do cruzamento de dados é subsidiar formalmente os pedidos de indeferimento e impugnação de candidaturas que apresentem vínculos diretos ou indiretos com organizações criminosas que tentam se infiltrar nos Poderes Executivo e Legislativo.
O suporte operacional das Forças Armadas ao tribunal foi demonstrado publicamente em 29 de julho de 2026, durante o Exercício Membeca, realizado no Campo de Instrução de Gericinó, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.
Mapeamento territorial e proteção direta ao eleitorado fluminense
Além da rigorosa checagem do perfil dos candidatos, a força-tarefa atua no mapeamento minucioso das zonas eleitorais localizadas em comunidades sob domínio velado do crime organizado. Seções de votação instaladas em locais considerados de risco iminente ou sujeitos à coerção armada estão sendo identificadas e transferidas preventivamente para endereços neutros, assegurando que o eleitor exerça o direito ao voto com total liberdade.
A cooperação inédita estabelece um modelo rigoroso de checagem documental e checagem de antecedentes de inteligência, impedindo o uso de recursos oriundos de ilícitos na captação de sufrágio. A Justiça Eleitoral fluminense reafirma que não haverá tolerância com tentativas de usurpação da democracia por poder paralelo em qualquer região do estado do Rio de Janeiro.