Corrupção, STF e peso da economia impulsionam escolha do eleitor para o segundo turno das eleições gerais
O novo levantamento nacional do Ipespe/Abrapel, realizado entre os dias 6 e 8 de outubro de 2026 com 1.500 eleitores em todo o Brasil, revela que a pesquisa Ipespe aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa presencial do segundo turno com 52,7% dos votos válidos, ante 47,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), refletindo um cenário impulsionado pelo peso da pauta anticorrupção, pelo desgaste das instituições públicas e pelas tensões socioeconômicas acumuladas ao longo do mandato federal.
Combate à corrupção, pauta do STF e economia dividem as motivações do eleitorado
A análise aprofundada dos determinantes de voto indica que as preocupações éticas e institucionais assumiram protagonismo central na definição do quadro eleitoral. O bloco temático composto por combate à corrupção e crises institucionais envolvendo o Supremo Tribunal Federal atingiu 24% das menções espontâneas e estimuladas do eleitorado. Ao observar o recorte dos eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro, a pauta da moralidade pública e das críticas ao Judiciário alcança expressivos 41%, estabelecendo-se como o motor primordial de engajamento do campo conservador e oposicionista.
Em contrapartida, as pautas de impacto socioeconômico direto somam o maior volume agregado de preocupações populares, registrando 30% da atenção total dos entrevistados. Essa categoria engloba a percepção sobre a inflação e alta de preços, geração de empregos, discussões sobre a jornada de trabalho, regulamentação de apostas eletrônicas e a manutenção do programa Bolsa Família. De forma isolada, as questões estritamente ligadas a emprego e renda contabilizaram 17% do interesse geral dos entrevistados e 23% entre a base bolsonarista, evidenciando o peso do custo de vida sobre as decisões individuais.
Por outro lado, o campo governista encontra sua principal sustentação nos serviços públicos essenciais. Os setores de saúde e educação despontam com 12% do interesse global, convertendo-se no pilar de apoio mais sólido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 19% de preferência entre os seus eleitores. A segurança pública e o combate à violência urbana registraram 7% das citações como fator decisivo, enquanto 16% dos entrevistados não souberam ou optaram por não responder aos questionamentos temáticos.
Intenções de voto no cenário estimulado e projeção de votos válidos para a decisão
No cenário de intenção estimulada, quando os nomes dos dois postulantes ao Palácio do Planalto são apresentados diretamente aos entrevistados, a pesquisa Ipespe/Abrapel aponta Flávio Bolsonaro com 49% das preferências de voto, frente a 44% registrados por Luiz Inácio Lula da Silva.
PROJEÇÃO DE VOTOS VÁLIDOS (2º TURNO - IPESPE/ABRAPEL)+---------------------------------------------------------------+| Flávio Bolsonaro (PL) [##########.......] 52,7% || Luiz Inácio Lula (PT) [#######.............] 47,3% |+---------------------------------------------------------------+
Na modalidade espontânea, na qual o eleitor declara seu voto sem o auxílio do cartão de respostas, o candidato do Partido Liberal mantém margem de liderança com 48% das menções, enquanto o atual chefe do Executivo registra 43%. Quando a amostra é calculada apenas com os votos válidos, descartando brancos, nulos e indecisos, conforme o rito oficial adotado pela Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro consolida 52,7% contra 47,3% do adversário petista.
Os dados de rejeição de chapa também desenham os desafios de conversão de votos para as semanas finais de campanha:
| Candidato | Certeza de Voto | Poderia Votar | Rejeição Absoluta |
| Flávio Bolsonaro | 47% | 5% | 46% |
| Luiz Inácio Lula da Silva | 43% | 5% | 49% |
Desempenho nas redes e avaliação da gestão do Governo Federal
Além do panorama quantitativo direto de votos, o levantamento mediu o desempenho da articulação das campanhas nos canais digitais e meios de comunicação. Nas redes sociais, 47% dos entrevistados avaliam que a equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro tem tido atuação superior, ante 32% que preferem a postura digital da campanha governista.
A percepção do eleitor sobre a conjuntura geral do país traz desafios adicionais para a articulação do governo. Metade dos entrevistados (50%) declara desaprovar formalmente a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, ao passo que 43% aprovam o trabalho do Executivo.
Regionalmente, contudo, o quadro mantém divisões históricas acentuadas. O presidente mantém hegemonia na Região Nordeste, onde ostenta 63% das intenções de voto frente a 29% do adversário, consolidando a região como o principal reduto de resistência do Partido dos Trabalhadores para a etapa decisiva da eleição presidencial.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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